Sobre o Autor

 

O fato de eu ser um advogado especialista em Direito do Trabalho, Técnico em Contabilidade e sócio proprietário de um escritório de administração e contabilidade não tira de mim o que realmente eu sou.

Sou um idoso aos olhos da lei e da sociedade, mas não sou um velho, afinal a velhice não atingiu minha mente e nem o meu coração; na mente, carrego os melhores pensamentos e no coração as melhores emoções.

Talvez eu, como você, tenha tido uma infância e juventude difícil que poderiam ter me transformado em um adulto amargo com a vida. Se isso tivesse acontecido com certeza me sentiria um perdedor e isto eu não poderia aceitar.

Sou fruto do que penso e do que digo, mas antes de tudo sou fruto de cada uma das minhas atitudes e por isso mesmo logo cedo resolvi mudar a minha história e construir minha vida através da busca pelo conhecimento, sempre me pautando no que é certo, ético e honesto.

Há muito tempo aprendi que uma mente saudável reflete diretamente na saúde física, emocional e financeira. Pensando assim, encontrei na meditação uma maneira de acalmar minha mente das inquietações do cotidiano, buscando desta forma uma alternativa de não permitir que o pessimismo alheio atingisse os meus bons pensamentos e o meu comportamento.

Aprendi que é possível compreender quem reclama da vida, quem abandona os próprios sonhos, quem faz das palavras sua arma de combate, mas com certeza jamais poderei apoiar.

Também aprendi que envelhecemos quando perdemos o ânimo de lutar por novas conquistas, quando perdemos a esperança de buscar novos ideais e quando deixamos de acreditar em si mesmo.

Aprendi que envelhecer é uma certeza absoluta e para fugir da velhice só existe uma saída: morrer jovem, o que é algo que seguramente ninguém quer.

Fisicamente eu estou diferente dos meus 18, 30 e 40 anos. Emocionalmente eu estou diferente de quem não sabe amar e de quem não aprendeu perdoar.

Mentalmente eu reconheço, de um lado, aquele jovem de 15 anos que saiu de casa em busca de uma vida material melhor e, do outro, reconheço o homem que conseguiu construir uma vida rica, não de dinheiro, mas de paz e harmonia interiores.

Eu sou apenas um homem, dentre tantos milhares existentes por este grande mundo de meu Deus, que compreende que a vida é frágil pra quem é fraco e que a oportunidade por uma vida melhor sempre está à disposição de quem a busca. Sou também alguém que aceitou a velhice, não como a última fase da vida, mas como mais uma fase cheia de mistérios a ser desvendada e nem por isso menos deliciosa ou com menos oportunidade de crescer como ser humano e ser alguém melhor do que já fui até aqui.

Decididamente, não me sinto velho. Sou apenas um homem cheio de amor pra dar e experiências para compartilhar.

Se a vida foi fácil até aqui? Não, não foi. Nada foi fácil para mim, mas venci cada etapa, assim como vou vencer o que tiver que surgir.

O importante é que até mesmo um velho jovem pode ainda estudar e aprender e por isso mesmo no outono da vida resolvi ser blogueiro, o que certamente não é uma tarefa fácil. Todavia, aos poucos irei aprendendo. O que me move é a possibilidade de mostrar a cada pessoa que ler este relato e a mim mesmo que, independentemente da idade, sempre é tempo de transformar derrotas em vitórias, tristezas em alegrias e sonhos em realidade. Eis um dos meus grandes desafios! Outros novos surgirão, pois eu ainda me vejo como alguém que está dando os primeiros passos em busca daquilo que acredita.

E por tudo isso até mesmo ouso fazer, minhas, as palavras da linda canção “moço velho” de Roberto Carlos:

“Eu sou alguém livre
Não sou escravo e nunca fui senhor
Eu simplesmente sou um homem
Que ainda crê no amor”